16 de Fevereiro 2014
Os Dez Mandamentos do Senhor
TEXTO ÁUREO
“Porque o fim da lei é Cristo para justiça de
todo aquele que crê” (Rm 10.4).
VERDADE PRÁTICA
A Lei expõe e condena os nossos pecados, porém,
o Senhor Jesus Cristo, pelo seu sangue expiador, nos perdoa e nos justifica
mediante a fé.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 20.1-5,7-10,12-17.
1 - Então, falou Deus todas estas palavras,
dizendo:
2 - Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da
terra do Egito, da casa da servidão.
3 - Não terás outros deuses diante de mim.
4 - Não farás para ti imagem de escultura, nem
alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas
águas debaixo da terra.
5 - Não te encurvarás a elas nem as servirás;
porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso [...].
7 - Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em
vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
8 - Lembra-te do dia do sábado, para o
santificar.
9 - Seis dias trabalharás e farás toda a tua
obra,
10 - mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu
Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o
teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro que está
dentro das tuas portas.
12 - Honra a teu pai e a tua mãe, para que se
prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
13 - Não matarás.
14 - Não adulterarás.
15 - Não furtarás.
16 - Não dirás falso testemunho contra o teu
próximo.
17 - Não cobiçarás a casa do teu próximo; não
cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu
boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
OBJETIVOS
Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·
Conhecer
os propósitos dos Dez Mandamentos.
·
Compreender
o conceito de cada mandamento.
·
Saber
que os Dez Mandamentos referem-se a relação do homem com Deus e o próximo.
INTRODUÇÃO
Hoje estudaremos o capítulo 20 do livro de
Êxodo. É uma síntese concernente aos Dez Mandamentos que foram entregues por
Deus a Moisés. Muitos pensam que os preceitos morais da Lei foram somente para
o Antigo Pacto. Todavia, Jesus ressaltou, no Sermão do Monte, que os preceitos
morais da Lei são eternos e imutáveis, por isso precisamos conhecê-los.
I. OS PROPÓSITOS DA LEI
1. O Decálogo (Êx 20.3-17).
O termo Decálogo literalmente significa “dez
enunciados” ou “declarações” (Êx 34.28; Dt 4.13). Ele foi proferido por Deus no
Sinai (Êx 20.1), mas também escrito por Ele em duas tábuas de pedra (Êx 31.18).
O Decálogo exprime a vontade de Deus em relação ao ser humano. É, na verdade,
um resumo da lei moral de Deus.
2. Objetivos do Concerto divino.
A lei foi dada por Deus a Israel com os
seguintes objetivos:
a) Prover um padrão de justiça. A lei entregue
pelo Senhor a Moisés é um padrão de moralidade para o caráter e a conduta do
homem, seja ele judeu, seja ele gentio (Dt 4.8; Rm 7.12).
b) Identificar e expor a malignidade do pecado.
“Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse”; isto é, fosse devidamente
conhecida (Rm 5.20). “Pela lei vem o conhecimento do pecado”, ou seja, o
conhecimento pleno da transgressão (Rm 3.20; 7.7). A lei não faz do ser humano
um pecador, mas faz com que ele se reconheça como um transgressor. Ela expõe a
malignidade do pecado, mas ao mesmo tempo aponta o caminho da sua expiação pela
fé em Deus através dos sacrifícios que eram oferecidos no Tabernáculo (Lv 4-7).
c) Revelar a santidade de Deus. O Senhor revela
a sua santidade por intermédio da lei mosaica (Êx 24.15-17; Lv 19.1,2), de
igual forma, em o Novo Pacto, Ele revela a todo o mundo o seu seu amor através
do seu Filho Jesus (Jo 3.16; Rm 5.8). A lei foi dada por Deus para conduzir a
humanidade a Cristo (Rm 10.4).
II. OS DEZ MANDAMENTOS (ÊX 20.1-17)
1. O primeiro mandamento.
“Não terás outros deuses diante de mim” (Êx
20.3). Neste primeiro mandamento, Deus se revela como o único e verdadeiro Deus
(Dt 6.4). Naquela época havia entre as nações falsos deuses. Um exemplo disso é
o Egito, onde o povo de Israel estivera por 430 anos. Nossa adoração e culto
devem ser dirigidos somente ao único e verdadeiro Deus. Não devemos cultuar nem
os anjos (Ap 19.10), nem os homens (At 10.25,26) ou quaisquer símbolos. O
primeiro mandamento da lei, reafirmado em o Novo Testamento, foi a respeito da
adoração somente a Deus (1Co 8.4-6; 1Tm 1.17; Ef 4.5,6; Mt 4.10).
2. O segundo mandamento.
“Não farás para ti imagem de escultura” (Êx
20.4-6). Aqui Deus proíbe terminantemente o uso de imagens idolátricas. “Deus é
Espírito”, disse Jesus (Jo 4.24). Então, não há como adorá-lo por meio de
imagens. Querer adorar a Deus por meio de imagens visíveis é falta de fé, pois
Cristo é a imagem de Deus (Cl 1.13-23). É abominação ao Senhor a idolatria, ou
seja, ter ídolos e ser idólatra (Dt 7.25). Na vida do crente, um ídolo é tudo o
que ocupa o primeiro lugar em sua vida, em seu coração, em seu tempo e em sua
vontade. Esse “ídolo” pode ser acúmulo de riqueza, a busca pela grandeza, pelo
sucesso e pela fama. Pode ser também a busca pela popularidade, pelo prazer
desenfreado. Há muita gente na igreja se arruinando espiritualmente por causa
dos “ídolos do coração”.
3. O terceiro mandamento.
“Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em
vão” (Êx 20.7). O nome de Deus representa Ele mesmo; sua divina natureza; seu
infinito poder e seu santo caráter. Este mandamento, portanto, diz respeito à
santidade do Senhor. Tomar o nome do Todo-Poderoso em vão é mencioná-lo de modo
banal, profano, secular e irreverente.
4. O quarto mandamento.
“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar”
(Êx 20.8-11). O sábado era um dia de descanso e de adoração a Deus. O termo
sábado vem do hebraico shabbath (cessar; interromper). Em Gênesis 2.3 está
escrito que: Deus “descansou” (literalmente “cessou”, no sentido de alguém
interromper o que estava fazendo). A expressão “lembra-te”, usada pelo autor no
versículo 8, indica que o sábado já fora dado por Deus no princípio, e que já
era observado para descanso do trabalho e adoração a Deus (Gn 2.1-3; Êx 20.10).
É importante ressaltar que em o Novo Testamento não há um só versículo que
ordene a guarda do sábado como dia fixo santificado para descanso e adoração ao
Senhor. O sábado foi dado como um “sinal” do pacto do Sinai entre Deus e
Israel. Assim, o sábado assinala Israel como povo especial de Deus (Êx
31.12,13,17; Ez 20.10-12). A respeito dos demais mandamentos não está dito que
eles são “sinais”. Para nós, o princípio que permanece é um dia de descanso na
semana, para nosso benefício físico e espiritual (Cf. Mc 2.27,28). Nós,
cristãos, observamos o domingo como dia de culto, pois Cristo ressuscitou no
primeiro dia da semana (Lc 24.1-3).
III. A CONTINUAÇÃO DOS MANDAMENTOS DIVINOS
1. O quinto mandamento.
“Honra a teu pai e a tua mãe” (Êx 20.12).
Honrar é respeitar e obedecer, por amor, à autoridade dos pais, e com eles
cooperar em tudo. É o primeiro mandamento contendo uma promessa de Deus: “Para
que se prolonguem os teus dias”.
2. O sexto mandamento.
“Não matarás” (Êx 20.13). No original, o termo
rasah equivale a matar o ser humano de modo doloso, premeditado, planejado.
Este mandamento ressalta a sacralidade da vida humana como dádiva de Deus (At
17.25-28). Há também aqueles que matam o próximo no sentido moral, social e
espiritual, mediante a mentira, a falsidade, a difamação, a calúnia, a
maledicência e o falso testemunho (1Jo 3.15). Atualmente há muitos que foram
atingidos mortalmente em sua honra e praticamente “morreram”.
3. O sétimo mandamento.
“Não adulterarás” (Êx 20.14). Este mandamento
do Senhor está vinculado à sacralidade, pureza e respeito absoluto ao sexo, ao
matrimônio e à família. O adultério é um ato sexual ilícito e pecaminoso, de um
cônjuge com outra pessoa estranha ao casamento. Enquanto a lei condenava a
prática do ato, o Novo Testamento vai além — condena os motivos ocultos no
coração que levam ao adultério (Mt 5.27,28). Portanto, mais que condenar o ato
praticado, Deus espera que em todo o tempo dominemos nossos desejos e nos submetamos
ao domínio do Espírito Santo.
4. O oitavo mandamento.
“Não furtarás” (Êx 20.15). Furtar é apoderar-se
oculta ou disfarçadamente daquilo que pertence a outrem. Isso abrange toda
forma de desonestidade, de mentira, de ocultação, por palavra e por atos. É
preciso respeitar os bens dos outros. Ter honestidade e pureza nos atos; no
viver, no agir, no proceder.
5. O nono mandamento.
“Não
dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êx 20.16). Este mandamento do
Senhor trata da nossa honestidade e sinceridade no uso da palavra em relação
aos outros. Falso testemunho é falar mal dos outros; acusar e culpar
injustamente; difamar; caluniar; mentir (Tg 4.11).
6. O décimo mandamento.
“Não cobiçarás” (Êx 20.17). Este mandamento é o
respeito ético a tudo o que pertence aos outros. Isto abrange o controle e o
domínio dos apetites da alma, dos impulsos, desejos e vontade do crente.
Cobiçar é querer o que pertence a alguém. Querer as coisas dos outros é um desejo
insano que precisa ser debelado.
CONCLUSÃO
A Lei expõe e condena os nossos pecados, porém,
o Senhor Jesus Cristo, pelo seu sangue expiador, nos perdoa e nos justifica
mediante a fé.



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