A fé de Abrão nas promessas de Deus
12 de abril de 2026
TEXTO ÁUREO
“E
apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou
ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.” (Gn 12.7).
VERDADE PRÁTICA
Quando
Deus faz uma promessa incondicional, Ele a cumpre plenamente.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 13.7-18.
7-
E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de
Ló; e os cananeus e os ferezeus habitavam, então, na terra.
8-
E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti e entre os meus
pastores e os teus pastores, porque irmãos somos.
9-
Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; se escolheres
a esquerda, irei para a direita; e, se a direita escolheres, eu irei para a
esquerda.
10-
E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda
bem-regada, antes de o Senhor ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o
jardim do Senhor, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar.
11-
Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão e partiu Ló para o Oriente;
e apartaram-se um do outro.
12-
Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló habitou nas cidades da campina e armou as
suas tendas até Sodoma.
13-
Ora, eram maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR.
14-
E disse o Senhor a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta, agora, os
teus olhos e olha desde o lugar onde estás, para a banda do norte, e do sul, e
do oriente, e do ocidente;
15-
porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre.
16-
E farei a tua semente como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder
contar o pó da terra, também a tua semente será contada.
17-
Levanta-te, percorre essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a
ti a darei.
18-
E Abrão armou as suas tendas, e veio, e habitou nos carvalhais de Manre, que
estão junto a Hebrom; e edificou ali um altar ao SENHOR.
Objetivos da Lição:
I)
Apresentar o retorno de Abrão do Egito para Canaã;
II)
Enfatizar as consequências das nossas escolhas;
III)
Mostrar os altares erguidos por Abrão a Deus.
INTRODUÇÃO
Abrão
e seu sobrinho Ló saíram juntos de Ur dos Caldeus. O Senhor era com Abrão e sua
casa; e seu sobrinho também desfrutou de uma grande prosperidade. Depois de
retornarem do Egito, Abrão e Ló precisaram se separar, pois não havia mais
espaço para os seus animais pastarem juntos, o que gerou contenda entre seus
pastores. Depois de se separarem, Deus prometeu a Abrão que sua semente seria
como o pó da terra e que lhe daria todo aquele lugar por herança.
I- ABRÃO VOLTA DO EGITO PARA CANAÃ
1- Contenda entre os pastores.
Devido
à riqueza de Abrão e de Ló, no retorno para Canaã, a terra onde estavam
acampados não comportava as famílias do tio e do sobrinho: “[…] porque sua
fazenda era muita; de maneira que não podiam habitar juntos” (Gn 13.6). É
importante ressaltar que Deus já havia alertado a Abrão que ele deveria sair de
sua terra e da sua parentela (Gn 12.1). Longe da família e dos seus conhecidos,
Abrão teria a sua fé lapidada por Deus.
2- Abrão e Ló se separam.
Abrão
deve ter se entristecido ao constatar que seus pastores e os de Ló estavam
brigando por pastagens. Percebendo o problema, o patriarca chamou seu sobrinho
e propôs uma solução generosa: que Ló escolhesse primeiro a direção para onde
queria ir — se ele optasse pela esquerda, Abrão seguiria para a direita; e, se
escolhesse a direita, ele tomaria o caminho oposto. Dessa forma, o patriarca
demonstrou que preferia manter a comunhão do que insistir em seus próprios
direitos, confiando que Deus cuidaria de sua porção na terra (Gn 13.8,9). Temos
que seguir seu exemplo, pois a Palavra de Deus nos exorta a “se for possível,
quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm 12.18). Agir de
maneira pacífica não significa fraqueza ou covardia, mas demonstra o caráter de
quem tem uma fé alicerçada em Deus.
3- As escolhas de cada um.
Ló
não buscou a direção de Deus em sua escolha e nem respeitou seu tio. Escolheu
somente pela aparência, vendo a beleza da fertilidade da campina do Jordão (Gn
13.10,11). Abrão, homem de fé, temente a Deus, preferiu escolher a terra
prometida por Deus, a terra de Canaã: “Habitou Abrão na terra de Canaã, e Ló
habitou nas cidades da campina e armou as suas tendas até Sodoma. Ora, eram
maus os varões de Sodoma e grandes pecadores contra o SENHOR” (Gn 13.12,13). O
lugar escolhido por Abrão não era tão aprazível quanto ao que Ló escolheu.
Contudo, o patriarca teve a bênção de Deus. Isso nos mostra que não devemos
decidir nada sem a direção de Deus, nem nos deixar levar pelas aparências.
Escolhas sem a orientação divina quase sempre resultam nas piores consequências.
SINOPSE I
Abrão
retornou do Egito para Canaã crendo na promessa de Deus.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“ERA PARA DEIXAR A PARENTELA.
Deus
disse a Abraão que deixasse a sua parentela e fosse para Canaã (Gn 12.1), mas o
patriarca levou consigo seu sobrinho Ló. Entretanto, a separação de Ló foi
necessária para assegurar as bênçãos materiais e espirituais prometidas por
Deus a Abraão. Seus rebanhos cresceram bastante. Com isso, compartilhar pasto e
água passou a gerar conflitos familiares. Logo fez-se necessária a separação
entre tio e sobrinho. Deus convida Abraão a peregrinar por toda a terra e
declara: ‘toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para
sempre’ (Gn 13.14-18).” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma
análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. Rio de
Janeiro: CPAD, 2012, p.34).
II- AS CONSEQUÊNCIAS DAS ESCOLHAS
1- Resultados da escolha de Abrão.
Nossas
escolhas são opcionais, mas as consequências são inevitáveis e quase sempre
imprevisíveis. O texto bíblico nos mostra que Deus aprovou a escolha de Abrão
(Gn 13.14). Ele estava na direção de Deus e agindo de maneira correta. O Senhor
o orientou sobre o futuro daquela terra, bem como sobre as consequências de sua
submissão à vontade dEle. Em breve, Abrão iria colher os frutos de suas
escolhas, “porque tudo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6.7).
2- Resultados da escolha de Ló.
Tempos
depois, a terra que Ló escolhera foi invadida por quatro reis, que o levaram
cativo com sua família (Gn 14.12). Já imaginou o arrependimento dele por ter
escolhido aquela terra? Sua escolha não teve a direção de Deus. Agora Ló estava
colhendo aquilo que ele havia semeado.
3- A atitude de Abrão para com Ló.
Quando
Abrão tomou conhecimento do que havia acontecido com seu sobrinho, saíram ele e
todos os seus empregados em defesa de Ló. A atitude do patriarca demostrou que
ele não tinha nenhum tipo de ressentimento quanto à escolha de Ló. Abrão
pelejou em favor de seu sobrinho e libertou ele e a todos que foram levados
cativos (Gn 14.14-16). O “pai da fé” confiava em Deus e sabia o momento certo
de agir. Precisamos orar, confiar no Senhor, mas também agir no momento certo.
SINOPSE II
As
escolhas trazem consequências, boas ou ruins.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“LEVANTOU LÓ OS SEUS OLHOS (Gn 13.10)
As
Escrituras declaram que ‘o SENHOR não vê como vê o homem’ (1Sm 16.7). Ló viu
somente a campina bem regada de Sodoma. Deus viu os habitantes daquela cidade
como ‘grandes pecadores’ que eram. Ló, ao deixar de discernir e aborrecer o
mal, trouxe morte e tragédia a sua própria família. A grande falha de Ló foi
amar as vantagens pessoais, mais do que abominar a iniquidade de Sodoma. (1) Se
ele tivesse amado profundamente a retidão, isso o manteria separado dos maus
caminhos e daquela geração ímpia. Ele, porém, tolerou o mal e optou por morar
na cidade decaída de Sodoma. Talvez tenha raciocinado que as vantagens
materiais, a cultura e os prazeres de Sodoma compensariam os perigos, e que ele
tinha forças espirituais suficientes para permanecer fiel a Deus. … Os pais de
família devem tomar cuidado para não se envolverem de igual modo, nem a seus
filhos, com nenhuma ‘Sodoma’, para não se arruinarem espiritualmente, como
aconteceu à família de Ló.” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:
CPAD, 1995, p.52).
III- OS ALTARES ERGUIDOS POR ABRÃO
1- Abrão, um construtor de altares.
Além
de ser um homem de fé e obediência, Abrão era um adorador. Ele levantou
altares, quando passava pelos lugares em consagração e adoração ao Senhor. A
Bíblia registra a construção de quatro altares por Abrão. Abrão construiu o
primeiro altar em Siquém, que significa “ombro”. Essa era uma das cidades de
refúgio. O altar em Siquém foi erguido em gratidão a Deus pelas bênçãos e
promessas que recebeu. Ali Deus apareceu a Abrão e lhe prometeu que daria
aquela terra à sua descendência (Gn 12.7).
2- Mais um altar.
Abrão
também construiu um altar em Betel (que significa Casa de Deus) e ali invocou o
nome do Senhor (Gn 12.8). Ele sabia o que era estar na “Casa de Deus”. Não era
só um homem de fé, mas um adorador por excelência. Hoje, há muitos crentes que
não dão valor à Casa de Deus, ao lugar escolhido e consagrado para adorá-lo.
Mas congregar é um dever de todo cristão fiel (Hb 10.25).
3- O altar em Hebrom e Moriá.
É
interessante que Abrão foi para Hebrom, que significa “união”, depois que seu
sobrinho Ló separou-se dele. Tal fato nos lembra que, em nossa jornada, devemos
viver em união: “Oh!, quão bom e quão suave é, que os irmãos vivam em união
[…]” (Sl 133.1). Precisamos permanecer no amor fraternal (Hb 13.1). O altar
construído em Moriá foi o que mais lhe causou preocupação na alma, pois ele
teria que sacrificar seu filho da promessa, Isaque, nesse altar (Gn 22.9). Deus
provou a fé de seu amigo. Não foi fácil para o patriarca ouvir aquela
determinação. Imagine o coração do pai quando o filho perguntou: “Meu pai! E
ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas
onde está o cordeiro para o holocausto?” (Gn 22.6,7). A resposta do patriarca
demostrou toda a sua confiança em Deus. Ele afirmou: “[…] Deus proverá para si
o cordeiro para o holocausto, meu filho […]” (Gn 22.8). Tal acontecimento não
foi uma encenação. Foi uma prova real que revelou a obediência e a fé do
patriarca. Ali, Abraão, diante de Isaque, inocente, edificou um altar, chamou o
seu filho e o amarrou sobre a lenha. Isaque poderia ter protestado, mas
submeteu-se resignadamente, demonstrando a sua confiança no Deus de seu pai e,
certamente, também o seu. Depois de provado, o anjo mostrou a Abrão um cordeiro
para o sacrifício.
SINOPSE III
Abrão
em um gesto de fé e adoração ergueu altares ao Senhor.
AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“ALTAR
Altares
eram lugares de sacrifício e adoração construídos com vários materiais. Podiam
ser temporários ou permanentes. Alguns altares estavam ao ar livre; já outros
eram separados num lugar santo. Podiam simbolizar a presença e proteção de Deus
ou a adoração falsa que levaria ao julgamento do Senhor.” (Dicionário Bíblico
Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.34).
CONCLUSÃO
Como
homem de fé, Abrão tinha um relacionamento com Deus. E em cada fase de sua
jornada, boa ou difícil, ele sempre construía um altar de adoração ao Senhor.
Abrão nos ensina a respeito da fé e da adoração genuína a Deus. Que assim como
fez Abrão, venhamos erguer altares ao nosso Pai em gratidão e adoração por tudo
que Ele é e tem feito por nós.



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